Restaurante São Gião, Chefe Pedro Nunes

 
 
 

Chefe Pedro Nunes

 
O Chefe Pedro Nunes é exigente e imaginativo, confessa que, ainda hoje, primeiro inventa o nome dos pratos e só depois pensa como é que os vai trabalhar, testando e ensaiando várias versões até se sentir satisfeito com o resultado final. Presenteia-nos com cozinha “do dia”, de raízes nortenhas e concebida à sua imagem e semelhança: só faz aquilo que realmente gosta de comer (e, admite, “gosta de quase tudo”) mas, principalmente, o que lhe apetece experimentar naquele dia em particular.
Começou por receber os primeiros comensais tinha 7 ou 8 anos, familiares e amigos de recolher mais tardio e que iam ficando, noite adentro, no casarão familiar à espera das ceias habituais com que os costumava brindar. Fazia-lhes ovos, muitos ovos, mas sempre apresentados nas mais variadas versões – mexidos, estrelados, cozidos, com tomate ou outros ingredientes cada vez mais criativos. Os amigos aplaudiam e a família achava graça, mas não o suficiente para considerar que o gosto pela cozinha podia ser mais do que uma mania e evoluir para uma profissão respeitável.
 
 
 
 
Na alta burguesia portuense da década de 1960, ser chefe de cozinha não era comum nem tradicional, simplesmente não se usava. O quarto filho de um administrador de empresas e de uma dona de casa, nado e criado no Porto, Pedro Amaral Nunes adiou o sonho de ter o seu próprio restaurante para ir trabalhar para a empresa do pai, onde durante quase uma década foi um comercial empenhado na venda de tractores e retroescavadoras.
Só aos 30 anos, já casado e com um filho, é que decide largar a empresa familiar e arriscar a concretização da sua ambição de infância: um espaço seu onde pudesse dar largas ao seu temperamento extrovertido, recebendo clientes e amigos, e oferecendo-lhes aquilo que então considerava ser o conceito a seguir – um misto de pratos da cozinha tradicional portuguesa, mas confeccionados de forma criativa, com algumas receitas espanholas, uma influência que ainda hoje marca o seu trabalho.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na alta burguesia portuense da década de 1960, ser chefe de cozinha não era comum nem tradicional, simplesmente não se usava. O quarto filho de um administrador de empresas e de uma dona de casa, nado e criado no Porto, Pedro Amaral Nunes adiou o sonho de ter o seu próprio restaurante para ir trabalhar para a empresa do pai, onde durante quase uma década foi um comercial empenhado na venda de tractores e retroescavadoras.
Só aos 30 anos, já casado e com um filho, é que decide largar a empresa familiar e arriscar a concretização da sua ambição de infância: um espaço seu onde pudesse dar largas ao seu temperamento extrovertido, recebendo clientes e amigos, e oferecendo-lhes aquilo que então considerava ser o conceito a seguir – um misto de pratos da cozinha tradicional portuguesa, mas confeccionados de forma criativa, com algumas receitas espanholas, uma influência que ainda hoje marca o seu trabalho.